LUANDA – Ao assinalar o 24.º aniversário do calar das armas em Angola, o país encontra-se num momento de profunda reflexão sobre o impacto real da paz na vida dos cidadãos. Em análise recente, um especialista em direito Doutor Manuel Cangundo, apresentou um balanço que contrapõe conquistas fundamentais, como a liberdade de movimento, a falhas críticas na reconstrução nacional e no bem-estar social.
Para o analista, o maior benefício alcançado nestas mais de duas décadas é a livre circulação de pessoas e bens em todo o território nacional. Antes do acordo de paz, o deslocamento entre províncias envolvia riscos de vida extremos, resultando em perdas humanas e materiais constantes devido ao conflito armado.“Depois do bem-vida… o bem mais importante é a liberdade da pessoa, a liberdade de circulação e a liberdade de expressão. Isso representa um ganho incomensurável que, sem a paz, não seria possível” relata o jurista Manuel Cangundo.
Apesar de reconhecer a iniciativa de reconstrução do país — que resultou na edificação de novas centralidades e na recuperação de pontes destruídas pela guerra — o especialista aponta uma falha grave na execução destes projetos.
Degradação das Infraestruturas: Muitas estradas que deveriam ter sido reabilitadas continuam em estado precário.
Gestão de Recursos: O analista argumenta que, embora tenham sido gastos montantes elevados, o país “continua por reconstruir”.
Fator Humano: Este cenário é atribuído à “ambição desmedida” e ao fenômeno da corrupção por parte dos gestores públicos, o que é classificado como um retrocesso direto.



