Sábado, Abril 4, 2026
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24 Anos de Paz: Especialista questiona o aproveitamento dos recursos e o impacto na mesa dos angolanos

LUANDAAo assinalar o 24.º aniversário do calar das armas em Angola, o país encontra-se num momento de profunda reflexão sobre o impacto real da paz na vida dos cidadãos. Em análise recente, um especialista em direito Doutor Manuel Cangundo, apresentou um balanço que contrapõe conquistas fundamentais, como a liberdade de movimento, a falhas críticas na reconstrução nacional e no bem-estar social.

Para o analista, o maior benefício alcançado nestas mais de duas décadas é a livre circulação de pessoas e bens em todo o território nacional. Antes do acordo de paz, o deslocamento entre províncias envolvia riscos de vida extremos, resultando em perdas humanas e materiais constantes devido ao conflito armado.“Depois do bem-vida… o bem mais importante é a liberdade da pessoa, a liberdade de circulação e a liberdade de expressão. Isso representa um ganho incomensurável que, sem a paz, não seria possível” relata o jurista Manuel Cangundo.

Apesar de reconhecer a iniciativa de reconstrução do país — que resultou na edificação de novas centralidades e na recuperação de pontes destruídas pela guerra — o especialista aponta uma falha grave na execução destes projetos.

Degradação das Infraestruturas: Muitas estradas que deveriam ter sido reabilitadas continuam em estado precário.

Gestão de Recursos: O analista argumenta que, embora tenham sido gastos montantes elevados, o país “continua por reconstruir”.

Fator Humano: Este cenário é atribuído à “ambição desmedida” e ao fenômeno da corrupção por parte dos gestores públicos, o que é classificado como um retrocesso direto.

A análise destaca ainda que a paz militar não se traduziu plenamente em paz social ou reconciliação nacional.
Intolerância Política: O país ainda enfrenta dificuldades na convivência entre diferentes ideologias, um problema que o especialista considera alimentado pelas disputas entre os principais atores políticos.
Insegurança Alimentar: Um dos pontos mais críticos levantados é a persistência da fome. Segundo o analista, citando dados estatísticos do INE, cerca de 75% dos angolanos vivem em condições de subnutrição ou sem alimentação adequada.
O quadro atual, onde cidadãos ainda recorrem ao lixo para se alimentar, é comparado tragicamente ao período de guerra. Em suma, embora a paz tenha trazido benefícios inegáveis, Manuel Cangundo que fala a Tv Maiombe, conclui que a “ganância e o imediatismo” impediram que Angola tirasse pleno proveito deste período para o desenvolvimento humano de todos os seus cidadãos.

 

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