A Associação de Sucateiros de Angola, em parceria com a empresa Sucata Grupo Angola, lançou uma campanha de sensibilização destinada a combater o vandalismo de bens públicos, um problema que tem afetado seriamente infraestruturas e serviços essenciais em várias comunidades do país.
Sob o lema “Sucateiros unidos na luta contra a vandalização dos bens públicos e privados”, a iniciativa pretende mobilizar cidadãos, autoridades locais e líderes comunitários para a defesa do património coletivo, alertando sobre os prejuízos que a destruição de equipamentos urbanos causa ao desenvolvimento nacional.

Face ao decreto presidencial que determinou o encerramento das casas de pesagem, o presidente do Grupo Sucata de Angola, Thouré Badará, afirmou concordar com a medida, destacando que se trata de uma decisão soberana que deve ser respeitada. Contudo, o presidente da Associação de Sucateiros de Angola, Tounkara Saidu, sublinhou as dificuldades que os profissionais do setor têm enfrentado desde a implementação da decisão, nomeadamente na comercialização e transporte de materiais recicláveis.
Tounkara Saidu manifestou ainda o desejo de que a medida seja suspensa, defendendo a necessidade de diálogo entre o Governo e os operadores do setor para encontrar soluções equilibradas que permitam proteger o interesse público sem comprometer a subsistência de milhares de famílias que dependem da atividade da sucata.
O representante dos sucateiros reforçou que a Associação está ao lado do Governo no combate à vandalização dos bens públicos, salientando que a destruição de cabos elétricos, tampas de saneamento e outros equipamentos urbanos não só prejudica os serviços básicos, como também compromete a segurança da população.
A campanha prevê ações de rua, palestras educativas, distribuição de panfletos e encontros comunitários, com o objetivo de envolver jovens e sensibilizar a sociedade para a importância da preservação das infraestruturas. Além disso, os organizadores anunciaram que irão propor a criação de parcerias com escolas e universidades, de modo a incluir a temática da cidadania e da proteção dos bens públicos nos programas de educação cívica.
“Estamos conscientes de que o vandalismo é um problema que afeta todos os angolanos. Queremos ser parte da solução e não do problema”, declarou Thouré Badará durante o lançamento da campanha.



