O governo francês anunciou, esta quarta-feira (26), que vai apresentar uma ação judicial contra as plataformas de comércio eletrónico AliExpress e Joom, acusadas de comercializar bonecas sexuais com aparência infantil. A medida segue o mesmo caminho já adotado contra a Shein, cuja plataforma foi suspensa em França no início de novembro.
Em entrevista à TF1, o ministro do Comércio e das Pequenas e Médias Empresas (PME), Serge Papin, afirmou que a iniciativa visa proteger consumidores, crianças, adolescentes, a indústria e os comerciantes. “É preciso acabar com o Velho Oeste digital”, sublinhou o governante, acrescentando que o problema não se limita à Shein, mas envolve outras plataformas internacionais.
O Tribunal Judicial de Paris está atualmente a analisar o processo movido contra a Shein, acusada de vender não apenas bonecas sexuais infantis, mas também armas e outros produtos ilegais. O governo francês já anunciou que pretende pedir a suspensão da plataforma chinesa por três meses, exigindo que prove a conformidade dos seus produtos com as leis de proteção ao consumidor.
Papin defendeu ainda que o tema deveria ser regulado a nível europeu e apelou à introdução de “um certo grau de protecionismo”, destacando que medidas semelhantes já foram tomadas por países como os Estados Unidos e a China. O ministro frisou que as federações de comerciantes franceses estão unidas nesta posição e, pela primeira vez, decidiram entrar com uma ação judicial contra a Shein. “Não é normal colocar no mercado produtos que não estejam em conformidade com as nossas regulamentações”, enfatizou.
Contexto: suspensão da Shein em França
No dia 5 de novembro, o governo francês anunciou a suspensão das operações da Shein no país, após descobrir que a plataforma vendia produtos ilegais, incluindo bonecas sexuais infantis e armas. Para evitar o encerramento definitivo, a empresa decidiu suspender temporariamente as vendas de vendedores terceirizados e remover os itens irregulares, mantendo apenas a comercialização de roupas. Apesar disso, os processos judiciais contra a empresa continuam em curso.
FONTE: SIC NOTÍCIAS




