Em entrevista, o profeta Flávio Canhongo afirma que 2026 será marcado por melhorias sociais e espirituais para o povo angolano, com abertura de empregos, melhores condições de vida e facilitação de vistos. Para 2027, garante que o MPLA voltará a vencer as eleições gerais, sustentando que a escolha dos cidadãos é influenciada por forças espirituais
Entrevista com profeta Flávio Canhongo
2025 foi um ano em que muitas profecias começaram a cumprir-se, outras seguem o seu processo natural. A profecia é contínua. Para 2026, a mensagem que trago é de bem-estar para o povo angolano: abertura de empregos para os jovens, melhoria das condições de vida e desbloqueio de vistos, especialmente na Embaixada Portuguesa.
Essas melhorias não estariam ligadas ao facto de 2026 anteceder um ano eleitoral?
Não. O que estou a dizer não tem relação com propaganda política. É uma orientação espiritual. As oportunidades não surgirão por causa de partidos, mas por um percurso espiritual já traçado.
Falemos então de política. Em 2027 haverá eleições gerais. Quem vence?
O MPLA vai ganhar novamente as eleições em 2027.
E a UNITA, com Alberto Costa Júnior?
Não vence. A dominação espiritual que Alberto Costa Júnior possui é inferior à do MPLA. A UNITA está bloqueada espiritualmente e perdeu força após a morte do seu líder histórico e o incumprimento de orientações do passado.
Está a dizer que o voto do cidadão é influenciado espiritualmente?
Sim. Muitas pessoas dizem que não vão votar, mas quando entram na urna e veem a bandeira do MPLA, acabam por votar no partido. Isso acontece porque quem governa esses processos é a espiritualidade.
O MPLA, então, tem uma espiritualidade mais elevada do que os outros partidos?
Muito mais elevada. Não falo de pessoas, mas da estrutura espiritual do próprio nome MPLA. É uma estrutura muito grande e antiga.
O povo reclama da governação do MPLA. Como explica isso?
Todo o povo reclama, até os militantes reclamam. Mas reclamar não significa abandonar. O MPLA nunca obrigou ninguém a participar em comícios. Quando o MPLA mobiliza, o povo vai espontaneamente.
O senhor é militante do MPLA?
Sou, sim. Assumo. Mas nesta entrevista estou a falar como profeta. Sou militante porque nasci numa família do MPLA: pais, avós, bisavós. Defendo o partido com convicção.
Falemos da morte do ex-vice-presidente Fernando da Piedade Dias dos Santos. Houve revelação?
Sim. Muitos homens de Deus já tinham recebido a revelação de que uma grande figura do país partiria. A sua morte foi um descanso permitido por Deus. Todos ressuscitarão no último dia para prestar contas.
E sobre manifestações, greves e pilhagens, isso também estava previsto?
Sim. Alertámos sobre esses acontecimentos. Muitos só acreditam quando as coisas acontecem. Houve derramamento de sangue, e por isso pedimos perdão em nome da Polícia Nacional e do Ministério do Interior.
O ministro do Interior errou?
O ministro trabalha com informações que recebe. Nem sempre essas informações refletem toda a verdade do terreno. O erro maior é não se aprofundar antes de falar. Mas espiritualmente, quando há sangue derramado, é preciso pedir misericórdia.
Como avalia a declaração de Norberto Garcia ao comparar falhas do MPLA com Jesus Cristo?
Foi uma declaração infeliz. Jesus nunca falhou. Comparar Cristo com qualquer partido é um erro grave. Pode ter sido dito num momento de descontracção, mas é reprovável.
Por fim, uma mensagem para 2026?
2026 será um ano de abundância. Pode não parecer agora, porque muitas coisas estão ocultas, mas no tempo certo tudo se manifestará. O povo angolano viverá melhor.



