Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026
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Profeta Flávio Canhongo prevê abundância em 2026 e vitória do MPLA em 2027

Em entrevista, o profeta Flávio Canhongo afirma que 2026 será marcado por melhorias sociais e espirituais para o povo angolano, com abertura de empregos, melhores condições de vida e facilitação de vistos. Para 2027, garante que o MPLA voltará a vencer as eleições gerais, sustentando que a escolha dos cidadãos é influenciada por forças espirituais

Entrevista com profeta Flávio Canhongo

2025 foi um ano em que muitas profecias começaram a cumprir-se, outras seguem o seu processo natural. A profecia é contínua. Para 2026, a mensagem que trago é de bem-estar para o povo angolano: abertura de empregos para os jovens, melhoria das condições de vida e desbloqueio de vistos, especialmente na Embaixada Portuguesa.

Essas melhorias não estariam ligadas ao facto de 2026 anteceder um ano eleitoral?

Não. O que estou a dizer não tem relação com propaganda política. É uma orientação espiritual. As oportunidades não surgirão por causa de partidos, mas por um percurso espiritual já traçado.

Falemos então de política. Em 2027 haverá eleições gerais. Quem vence?

O MPLA vai ganhar novamente as eleições em 2027.

E a UNITA, com Alberto Costa Júnior?

Não vence. A dominação espiritual que Alberto Costa Júnior possui é inferior à do MPLA. A UNITA está bloqueada espiritualmente e perdeu força após a morte do seu líder histórico e o incumprimento de orientações do passado.

Está a dizer que o voto do cidadão é influenciado espiritualmente?

Sim. Muitas pessoas dizem que não vão votar, mas quando entram na urna e veem a bandeira do MPLA, acabam por votar no partido. Isso acontece porque quem governa esses processos é a espiritualidade.

O MPLA, então, tem uma espiritualidade mais elevada do que os outros partidos?

Muito mais elevada. Não falo de pessoas, mas da estrutura espiritual do próprio nome MPLA. É uma estrutura muito grande e antiga.

O povo reclama da governação do MPLA. Como explica isso?

Todo o povo reclama, até os militantes reclamam. Mas reclamar não significa abandonar. O MPLA nunca obrigou ninguém a participar em comícios. Quando o MPLA mobiliza, o povo vai espontaneamente.

O senhor é militante do MPLA?

Sou, sim. Assumo. Mas nesta entrevista estou a falar como profeta. Sou militante porque nasci numa família do MPLA: pais, avós, bisavós. Defendo o partido com convicção.

Falemos da morte do ex-vice-presidente Fernando da Piedade Dias dos Santos. Houve revelação?

Sim. Muitos homens de Deus já tinham recebido a revelação de que uma grande figura do país partiria. A sua morte foi um descanso permitido por Deus. Todos ressuscitarão no último dia para prestar contas.

E sobre manifestações, greves e pilhagens, isso também estava previsto?

Sim. Alertámos sobre esses acontecimentos. Muitos só acreditam quando as coisas acontecem. Houve derramamento de sangue, e por isso pedimos perdão em nome da Polícia Nacional e do Ministério do Interior.

O ministro do Interior errou?

O ministro trabalha com informações que recebe. Nem sempre essas informações refletem toda a verdade do terreno. O erro maior é não se aprofundar antes de falar. Mas espiritualmente, quando há sangue derramado, é preciso pedir misericórdia.

Como avalia a declaração de Norberto Garcia ao comparar falhas do MPLA com Jesus Cristo?

Foi uma declaração infeliz. Jesus nunca falhou. Comparar Cristo com qualquer partido é um erro grave. Pode ter sido dito num momento de descontracção, mas é reprovável.

Por fim, uma mensagem para 2026?

2026 será um ano de abundância. Pode não parecer agora, porque muitas coisas estão ocultas, mas no tempo certo tudo se manifestará. O povo angolano viverá melhor.

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