SEQUELE, 2026 – O clima político no município do Sequele atingiu um ponto de ruptura. Grupos da sociedade civil, organizações juvenis e militantes de base do MPLA uniram vozes para exigir a exoneração imediata do administrador municipal, e primeiro secretário do MPLA Adão Pacheco, sob graves acusações de incompetência e má gestão. O descontentamento culminará numa manifestação pública agendada para o próximo dia 31 de janeiro (sábado).
Juventude Abandonada e Desvio de Recursos
A gestão de Adão Pacheco, que completa agora um ano, é descrita como um período de estagnação para a camada jovem. As críticas principais incluem:
Falta de Oportunidades: Ausência de terrenos para construção dirigida e políticas de empoderamento que promovam o autoemprego.
Gestão de Recursos: Denúncias indicam que bens destinados à juventude, geridos pelo gabinete de ação social, estão a ser desviados para benefício próprio da liderança.
Associações Fantasmas: Alega-se a criação de organizações fictícias para drenar recursos que deveriam chegar à sociedade civil através do Conselho Nacional da Juventude (CNJ).
Falta de Diálogo: Durante um ano de governação, o administrador não realizou reuniões com organizações juvenis para auscultar os problemas locais.
Para além das questões sociais, a infraestrutura do Sequele enfrenta um estado crítico. Relatos apontam para a acumulação de lixo em todos os cantos, zonas verdes abandonadas e casas de banho públicas em condições deploráveis. A falta de políticas ambientais assertivas é vista pela população como um fator de risco à saúde pública devido ao aumento da poluição.
Fratura Interna no MPLA e Intimidação
A crise não é apenas social, mas também política. Militantes da JMPLA e bases do partido manifestam um “descontentamento crescente”, expondo uma divisão profunda entre a liderança municipal e os mobilizadores locais.
Em vez de diálogo, a administração é acusada de utilizar mecanismos disciplinares para silenciar críticos:
Processos de Inquérito: O Comité Municipal da Comissão de Disciplina, Ética e Auditoria (CDEA) notificou formalmente o militante Jorge António da Cunha para responder a um inquérito em 22 de janeiro de 2026.
Clima de Intimidação: Militantes relatam que qualquer crítica feita em fóruns, como grupos de WhatsApp, resulta na ativação imediata da CDEA para intimidar os denunciantes.
Manifestação e Reivindicações
A manifestação marcada para o final do mês visa protestar contra o que os organizadores classificam como “abandono das funções” e “favorecimento de interesses estrangeiros”. Para os manifestantes, o progresso do Sequele só será possível com uma liderança que assuma a responsabilidade cívica e o diálogo institucional, algo que afirmam ter sido perdido sob a gestão de Adão Pacheco
a Tv Maiombe tentou contactar a administração sem sucesso.



