Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026
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Governo disponibiliza mais de 9 mil milhões de kwanzas para financiar organizações não governamentais

O governo angolano anunciou a disponibilização de 9,07 mil milhões de kwanzas para financiar organizações da sociedade civil. No entanto, várias associações e sindicatos evitam esclarecer como pretendem aplicar as verbas, levantando dúvidas sobre transparência e destino dos fundos.

O valor disponibilizado será destinado a associações sociais, juvenis, sindicais, desportivas e ordens profissionais com estatuto de utilidade pública. O objectivo oficial é apoiar o funcionamento e projectos destas organizações ao longo de 2026.

Contactados pelo jornal O País, sindicatos e associações de professores não apresentaram planos concretos sobre o destino das verbas. Algumas entidades preferiram não detalhar os programas ou iniciativas que seriam financiados, o que alimenta críticas sobre a falta de clareza e critérios objectivos na aplicação dos fundos.

Líderes da sociedade civil têm insistido na necessidade de regras transparentes para a atribuição de verbas do Orçamento Geral do Estado (OGE). Em anos anteriores, organizações como a ADRA e a OPSA denunciaram omissões e falta de planificação no OGE, fragilizando a credibilidade da gestão pública.

Especialistas alertam para o risco de má gestão, já que sem planos públicos aumenta a possibilidade de uso ineficiente ou desvio de recursos. A pressão por transparência e prestação de contas cresce, e órgãos de fiscalização podem exigir relatórios detalhados sobre a execução das verbas.

Caso bem aplicados, os fundos poderiam fortalecer projetos comunitários, juvenis e profissionais. Porém, a falta de clareza compromete a confiança pública.

O anúncio de 9,07 mil milhões de kwanzas representa um investimento significativo do Executivo em organizações da sociedade civil. Contudo, a ausência de explicações sobre o destino das verbas por parte das entidades beneficiárias levanta preocupações sobre transparência, credibilidade e impacto real. O debate sobre critérios claros e prestação de contas continua a ser central para garantir que os fundos cumpram o propósito de apoiar o desenvolvimento social e comunitário em Angola.

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