A ausência de serviços básicos, o estado degradado das infraestruturas e o clamor por uma gestão mais humana colocam o Administrador Municipal no centro de uma crise de confiança sem precedentes.
VIANA – O cenário no município de Viana é de desolação para quem lá vive e trabalha. Quatro anos após assumir as rédeas da administração, Demétrio de Sepúlveda enfrenta uma vaga de críticas que classifica a sua gestão como “inexistente”. Entre a falta crónica de água potável e o abandono das vias secundárias, a população não hesita na avaliação: uma nota zero absoluta.
A lista de reclamações é extensa e toca nos pilares fundamentais da dignidade humana. Os moradores relatam um quotidiano marcado por:
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Saneamento e Estradas: Vias outrora transitáveis deram lugar a buracos e lamas, dificultando a mobilidade e o comércio local.
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Crise Hídrica e Energética: A água não chega às torneiras e a falta de iluminação pública tem transformado as ruas em zonas de insegurança durante o período noturno.
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Saúde em Alerta: O atendimento nas unidades hospitalares é descrito como “desumano”, com relatos de falta de assistência digna para quem mais precisa.
“É um administrador que não sabe administrar. Para nós, ele é um ‘nado morto’ na política de Viana”, desabafou um munícipe, refletindo o sentimento de abandono que impera nos bairros.
Curiosamente, apesar do tempo de antena e do cargo de relevo, uma parte considerável da população afirma desconhecer o rosto de quem governa o município. Esta “invisibilidade” institucional é interpretada como um distanciamento das reais necessidades do povo.
Embora existam vozes isoladas que tentam enaltecer pontuais intervenções, estas são rapidamente abafadas pelo coro de protestos que domina as ruas.
Vozes da Sociedade Civil
O activista social Tanaice Neutro juntou-se ao coro de descontentamento. Em declarações recentes, Neutro não poupou adjectivos para descrever a atual paralisia administrativa, reprovando categoricamente o trabalho de Sepúlveda e lançando um desafio direto: a renúncia ao cargo. Para o activista, a permanência do administrador é um entrave ao progresso de Viana.
Perspetivas
Até ao fecho desta edição, as soluções prometidas continuam no papel. Sem água, sem luz e com estradas que isolam comunidades, Viana aguarda por um sinal de vida de uma administração que parece ter perdido o rumo. A pergunta que fica no ar é: até quando o município aguentará este vazio de governação?



