Uma avaria numa conduta principal de 800 milímetros paralisou a distribuição. Milhares de famílias recorrem a privados para suprir a falta do líquido precioso desde segunda-feira.
ICOLO E BENGO – O abastecimento de água potável nos bairros Zango 1, 2, 3, 4 e 5 encontra-se severamente condicionado desde o passado dia 9 de fevereiro. Na base do problema está uma ruptura de grandes proporções registada no interior da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Calumbo, uma das infraestruturas vitais para a região.
De acordo com o comunicado oficial da Empresa Pública de Águas (EPAL), o incidente ocorreu numa conduta principal com um diâmetro nominal de 800 milímetros. Devido à pressão e à localização da avaria, a equipa técnica foi obrigada a suspender imediatamente o bombeamento para evitar o desperdício e permitir as intervenções de engenharia.
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Estado Atual: Equipas técnicas estão mobilizadas no terreno 24 horas por dia.
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A Causa: Ruptura na rede de distribuição primária no interior da estação.
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Zonas Afetadas: Toda a extensão habitacional do Zango (do 1 ao 5).
Sem uma previsão exata para a reposição do serviço, o cenário nos bairros é de preocupação. Onde a torneira secou, floresce o negócio informal:
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Custos Elevados: Os moradores viram-se obrigados a recorrer a camiões-cisterna e fornecedores privados, cujos preços tendem a inflacionar em situações de crise.
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Logística de Sobrevivência: Longas filas em fontanários alternativos e o uso de reservatórios improvisados marcam agora a rotina de milhares de cidadãos.
Apesar do transtorno, a EPAL assegura que os trabalhos de reparação decorrem “com a maior brevidade possível”. No entanto, a complexidade da intervenção numa conduta de 800 mm — uma das maiores do sistema — exige um rigor técnico que impede, para já, o anúncio de uma hora exata para a normalização do caudal.
Até que o problema seja sanado, a recomendação das autoridades é o uso racional das reservas de água ainda existentes nas habitações.



