LUANDA, 08 de Abril de 2026 – O Movimento Social para Mudança (MSM) oficializou hoje a sua estrutura diretiva numa cerimónia marcada por um discurso de contestação e esperança. O evento não serviu apenas para apresentar os rostos que lideram o movimento, mas também como uma plataforma de críticas severas às prioridades de investimento do Executivo e à situação socioeconómica do país.
O presidente do MSM, Francisco Teixeira, abriu o evento focando na necessidade de renovar a esperança da juventude angolana. Teixeira não poupou críticas à gestão do erário público, questionando especificamente o financiamento para trazer figuras internacionais ao país “A vinda de personalidades como Lionel Messi e Will Smith não trouxe nada de novo para o país. Estes recursos deveriam ter sido direcionados para apoiar os angolanos mais necessitados”, afirmou o líder do movimento.
Acompanhando o tom crítico, Hélder Chiuto refletiu sobre o estado da nação após 24 anos de paz. Para o dirigente, a ausência de conflito armado não significa a resolução dos problemas estruturais:
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Paz de Armas: As armas calaram-se, mas o silêncio é interrompido pela fome.
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Capital Humano: Chiuto defendeu que o Estado deve valorizar mais o cidadão do que recursos minerais como o ouro e o petróleo.
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Emprego: O desemprego continua a ser a maior barreira para a estabilidade das famílias.O evento deu voz a setores frequentemente marginalizados, como os vendedores informais e os profissionais dos transportes.Ngola Kiluangi abordou a polémica tributação aplicada às vendedoras ambulantes (zungueiras). O responsável classificou as medidas fiscais como “um roubo”, argumentando que a lei está a ser utilizada como uma ferramenta de opressão contra quem tenta sobreviver na informalidade.



