LUANDA- O Tribunal de Contas de Angola (TC) encerrou oficialmente, no passado dia 10 de abril, as suas Jornadas Científicas. Durante três dias, a instituição transformou-se num fórum de debate de alto nível, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir a fiscalização do erário público, num evento inserido nas celebrações das suas três décadas de existência.
O evento, que celebrou o 30.º aniversário da instituição, culminou com a assinatura de um protocolo de cooperação com o Brasil e a reafirmação da estratégia de consolidação nacional.
O encerramento foi selado com um passo significativo para a diplomacia institucional: a assinatura de um acordo de cooperação entre o Tribunal de Contas de Angola e o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (Brasil). O protocolo visa a troca de experiências e a implementação de boas práticas na fiscalização de recursos públicos, fortalecendo as competências técnicas de ambas as partes.
Após o ato solene, a organização homenageou os oradores com a entrega de certificados e brindes, reconhecendo o contributo académico que sustentou o sucesso das discussões.
A dimensão internacional do evento foi um dos pontos altos destacados pelo Presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Ngunza. As jornadas contaram com a presença de 43 convidados estrangeiros, provenientes de países como Brasil, Portugal, Senegal, Marrocos.
Contudo, apesar do prestígio alcançado além-fronteiras e da robusta rede de parcerias, Sebastião Ngunza foi categórico ao definir as prioridades da casa: o foco é Angola.”O principal objetivo estratégico do Tribunal de Contas é consolidar a sua visibilidade e prestígio a nível nacional. O foco é aproximar a instituição cada vez mais dos cidadãos angolanos”, afirmou o magistrado.
Para a liderança do TC, a excelência técnica e as parcerias externas servem um propósito maior: garantir que a gestão do erário público seja transparente e eficaz. O encerramento das jornadas reafirma o compromisso do Tribunal em atuar como um guardião dos recursos do Estado, assegurando que estes sejam aplicados em benefício direto da sociedade angolana.



