LUANDA — Foi lançado oficialmente o Conselho Nacional das Cooperativas (CNC), uma organização que nasce com a missão de coordenar, articular e fortalecer o movimento cooperativo em todo o território nacional. Liderada por Víctor Malungo, a nova plataforma surge como um mecanismo estratégico para promover o diálogo e a sinergia entre cooperativas de diversos setores económicos do país.
O impacto e a força da iniciativa já se refletem em números expressivos na capital angolana: só na província de Luanda, o CNC já conta com mais de 700 cooperativas integradas, antecipando um cenário de forte crescimento e cooperação económica.
Apoio Institucional e Diversificação Económica
O ato de lançamento foi testemunhado pelo vice-governador de Luanda para o setor Político e Social, Manuel António Gonçalves, em representação do governador provincial, Luís Nunes. Na sua intervenção, o vice-governador enalteceu a criação do CNC, sublinhando que o conselho surge num momento crucial para o país.
“O Conselho surge num momento estratégico em função dos desafios da diversificação da economia, da geração de empregos, da inclusão e do fortalecimento do empreendedorismo nacional”, afirmou Manuel António Gonçalves, destacando que o cooperativismo representa, atualmente, uma ferramenta poderosa de transformação económica e social.
Unidade e Fomento à Produção
Durante o evento, que reuniu diversas personalidades do panorama político, económico e social, o presidente do CNC, Víctor Malungo, destacou o papel agregador da organização no ecossistema empresarial e associativo de Angola.
O surgimento da plataforma foi amplamente saudado por figuras do setor financeiro e de fomento, entre as quais Paulo Conceição, assessor do conselho de administração do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) — instituição central no financiamento e estímulo à produção nacional.
Apelo à Juventude e ao Autoemprego
A deputada da bancada parlamentar do MPLA, Maricel Capama, também expressou grande satisfação com o marco e aproveitou a ocasião para direcionar uma mensagem à camada jovem, com especial foco nos que se encontram fora do mercado de trabalho.
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O apelo: A parlamentar exortou os jovens a olharem para o cooperativismo não apenas como uma alternativa, mas como uma solução estruturada.
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A visão: “Os jovens devem olhar para o movimento cooperativo como uma via sustentável de autoemprego e de desenvolvimento pessoal e comunitário”, defendeu a deputada.
Com uma adesão inicial massiva, o CNC inicia as suas atividades com o desafio de replicar o dinamismo observado em Luanda nas restantes 17 províncias do país, consolidando o modelo cooperativo como um dos motores do desenvolvimento sustentável em Angola.



