Terça-feira, Junho 23, 2026
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Denúncia no Moxico: Recém-agentes de migração sofrem assédio sexual e xenofobia em instalações dos bombeiros

MOXICOUma grave crise institucional e humanitária abala o contingente de novos agentes dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) recentemente transferidos para a província do Moxico. Os novos quadros do Ministério do Interior (MININT), transferidos a 30 de maio, enfrentam um ambiente de extrema vulnerabilidade nas instalações do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, onde foram alojados em regime de caserna. As denúncias apontam para crimes de assédio, tentativa de violação, xenofobia e discriminação.
De acordo com relatos locais, uma efetiva do próprio corpo de bombeiros terá tentado normalizar os abusos, alegando que as agentes, “pelo facto de terem jurado bandeira”, estariam sujeitas a suportar tais condições degradantes.
Abuso Sexual e Hostilidade Institucional
O caso mais alarmante envolve uma tentativa de violação e assédio sexual praticada por um agente dos bombeiros contra as recém-chegadas. Além da violência de género, os novos funcionários relatam um clima de ódio e xenofobia por parte do pessoal local, transformando o alojamento partilhado num espaço de insegurança física e psicológica.
As agentes expõem um cenário de profundo desgaste físico e colapso emocional. A rotina no alojamento é marcada por fatores críticos:
  • Exaustão Noturna: Jornadas laborais abusivas que se estendem pela noite dentro, eliminando o tempo regulamentar de descanso.
  • Conflitos Crónicos com a Chefia: Relações de alta tensão e rutura na comunicação com as lideranças locais.
  • Isolamento e Rutura Familiar: O afastamento geográfico extremo provocou a perda de contacto e de apoio direto dos seus parentes.
  • Clima de Desconfiança: O medo e a pressão geraram um ambiente de suspeição e perseguição mútua dentro das camaratas.
  • Sem válvulas de escape ou canais seguros para a apresentação de queixas, as profissionais enfrentam o abandono institucional e a falta de perspetivas quanto à melhoria das condições de habitabilidade e segurança laboral. A pressão psicológica constante atua como um detonador para o bem-estar das forças de segurança, levantando alertas urgentes sobre as condições de integridade física no seio do Ministério do Interior na região.
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