A Associação de Apoio às Famílias Vulneráveis (AAFV) e o Instituto Angolano da Juventude (IAJ) firmaram esta semana um acordo de parceria com o objetivo de retirar jovens do mundo da criminalidade e reintegrá-los na sociedade por meio da criação de cooperativas e formações profissionais.
Sob o lema “Transformar as gangues em cooperativas”, o projeto visa oferecer alternativas sustentáveis a jovens em situação de risco, promovendo o empreendedorismo e a inclusão social em comunidades vulneráveis.
O Diretor-Geral do IAJ, Joaquim Costa Caiombo, lamentou o crescente número de jovens envolvidos em práticas criminosas e anunciou que estão a ser desenvolvidas estratégias para garantir oportunidades de formação profissional a esses grupos.
“Estamos a trabalhar para criar caminhos reais de reintegração. A criminalidade não pode ser o único destino para a juventude angolana”, afirmou Caiombo.
Durante a cerimônia, o dirigente destacou ainda a importância de empoderar a AAFV para que a associação possa continuar a apoiar comunidades em todo o país.
Por sua vez, o presidente da AAFV, Ernesto Chongolola, revelou que a associação irá encaminhar os jovens anteriormente envolvidos em gangues para atividades produtivas como mototaxistas, lotadores e membros de cooperativas de mecânica.
“A única forma de tornar Angola melhor para o futuro é acabar com as gangues de rixas e resgatar estes jovens, oferecendo-lhes dignidade e trabalho”, declarou Chongolola.
A parceria entre as duas instituições representa um passo decisivo na luta contra a criminalidade juvenil, ao propor soluções práticas e inclusivas que envolvem capacitação técnica, geração de renda e valorização da cidadania.
O projeto será implementado inicialmente em bairros periféricos de Luanda, com previsão de expansão para outras províncias nos próximos meses




