Com firmeza e entusiasmo, o ativista angolano Masta Buik sustenta que “ainda não nasceu um partido em Angola capaz de tirar o MPLA do poder”. Para ele, o futuro político do país está assegurado pela continuidade do partido governante, que, sob a liderança de João Lourenço, teria transformado Angola e conquistado a confiança popular, enquanto a oposição permanece sem força para assumir o comando da nação.
Como responde às críticas de que o MPLA é um “partido do mal” ou que governa mal?
Masta Buik: se o partido fosse mau, não estaria no poder há 50 anos. Para ele, a política é como o futebol: quem quer o lugar do campeão vai sempre dizer que ele não sabe jogar. Ele acredita que o povo continua a votar no MPLA porque a oposição não tem capacidade de liderar o país.
Qual é a sua visão sobre o futuro político de Angola e as eleições de 2027?
Masta Buik: O ativista afirma com convicção que a oposição não vencerá em 2027. Segundo ele, “ainda não nasceu um partido em Angola para tirar o MPLA” e chega a sugerir que o nome do país deveria ser “MPLA”.
Como avalia o mandato do Presidente João Lourenço?
Masta Buik: João Lourenço mudou o rumo de Angola ao enfrentar o poder excessivo dos generais, democratizar o acesso a terrenos/habitação e garantir maior liberdade de expressão e de imprensa. Ele prevê que os angolanos sentirão saudades de Lourenço como um “grande presidente”.
O que pensa sobre o combate à corrupção no atual governa?
Masta Buik: a corrupção ainda existe, mas defende que agora há medo de ir para a cadeia, algo que não acontecia na era de José Eduardo dos Santos. Menciona que figuras intocáveis no passado agora responde perante a justiça, o que prova que “há lei”.
Como justifica a existência de pessoas a comer no lixo e a pobreza extrema em Angola?
Masta Buika: a fome existe em todo o mundo, inclusive na Europa (Portugal), mas que os angolanos têm o “hábito feio” de filmar e sujar a imagem do próprio país. Ele defende que a solução não passa apenas pelo governo, mas pela iniciativa individual e solidariedade entre cidadãos.
Qual é a sua opinião sobre os partidos da oposição, como a UNITA?
Masta Buik: a UNITA é, de certa forma, “propriedade” do MPLA, pois o partido no poder permitiu que a UNITA continuasse a existir após a morte de Jonas Savimbi por “pureza de coração”.
Como lidas com ativistas que têm opiniões contrárias às dele?
Masta Buik: eu tenho relações cordiais com alguns (como o Gangsta ou Wilson Papo Reto), separando a amizade da política. Contudo, critica duramente quem ofende a figura do Presidente da República, comparando-o a um “pai” que merece respeito
Por que trabalhas em Portugal se defende tanto a governação do MPLA em Angola?
Masta Buik: não tivi oportunidade de trabalho em Angola e precisou de emigrar para sustentar a família (mãe viúva e irmãos). No entanto, afirma que usa o dinheiro ganho em Portugal para investir em Angola, onde vive e mantém os seus negócios, considerando Angola o melhor país do mundo para se viver.



