Icolo e Bengo, 8 de Novembro de 2025 — Cidadãos de Ícolo e Bengo realizaram hoje uma marcha em homenagem aos 50 anos da Independência de Angola, que será celebrada a 11 de novembro de 2025. O evento, marcado por um espírito de unidade e sem cores políticas ou partidárias, enfatizou a importância do pensamento de que “todos somos Angolano”.O foco central da marcha foi a mensagem de paz, unidade nacional e reconciliação.
Durante o ato, foi feito um apelo especial aos jovens, segundo Governador Auzílio Jacob defende que os jovens são so futuros responsáveis do país em 10 a 15 anos. Sublinhou-se que os jovens devem compreender e respeitar os símbolos da nação:
- A bandeira da República.
- O hino da República, que exige que o cidadão fique de pé e olhe para a frente ao ser tocado.
- O Presidente da República.
A história da independência de Angola foi revisitada, destacando a luta contra o colonialismo português, a fundação dos três movimentos de libertação nacional e seus líderes:
- FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), fundada por Holden Roberto em 15 de março de 1948.
- MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), fundado a 10 de dezembro de 1956, com Agostinho Neto a assumir a liderança em 1962.
- UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), fundada por Jonas Savimbi a 13 de março de 1966.
Auzílio Jacob relembrou os Acordos cruciais, como o Acordo de Alvor, que previa a proclamação da independência a 11 de novembro de 1975, as dificuldades geradas pela Guerra Fria, e o início da Guerra Civil. A proclamação da independência por Agostinho Neto em Luanda a 11 de novembro de 1975 foi um momento culminante.
A lição crucial aprendida com a guerra civil é que “era mais fácil viver em paz do que viver em guerra”, dado que anos foram gastos apenas a destruir o país. A paz definitiva só foi alcançada com a morte de Jonas Savimbi em combate, a 22 de fevereiro de 2002, e a assinatura do Acordo de Paz de Luanda a 4 de abril de 2002.
Um dos momentos mais destacados do discurso foi o reconhecimento público, a 6 de novembro, pelo Presidente da República, João Lourenço, que decidiu homenagear os três líderes nacionalistas: Holden Roberto, Jonas Savimbi e Agostinho Neto. A cerimónia, que incluiu a entrega de medalhas aos seus filhos, foi vista como um ato marcante de reconciliação.
O apelo final aos angolanos é para desenvolverem o sentimento de amor ao próximo e praticarem a reconciliação nacional, lembrando que os líderes do passado, mesmo com armas, conseguiram conversar e assinar acordos. A celebração dos 50 anos de independência estender-se-á até 11 de novembro de 2026, oferecendo um ano inteiro para a prática da reconciliação e da verdade.




