LUANDA – Quase três anos após assumir a liderança de um dos municípios mais populosos da capital, a administradora municipal do Cazenga, Nádia Neto, enfrenta uma onda de descontentamento por parte dos moradores. Ineficiência no abastecimento de água, mercados em condições precárias e o aumento da criminalidade são as principais queixas de uma população que afirma sentir-se “esquecida” pelo poder local.
A situação no emblemático Mercado do Asa Branca é um dos retratos mais críticos da gestão atual. Durante a época chuvosa, o espaço torna-se praticamente intransitável. Vendedoras relataram à reportagem que as inundações constantes comprometem a higiene e afugentam os clientes.
Além dos problemas infraestruturais, há um distanciamento político notável: muitas comerciantes afirmam sequer conhecer o rosto da administradora, apontando uma falha na governação de proximidade.A escassez de água potável continua a ser o “calcanhar de Aquiles” das famílias do Cazenga. Sem água nas torneiras, os munícipes são obrigados a recorrer a soluções precárias e dispendiosas para garantir o consumo básico, o que agrava o custo de vida.
No quesito segurança, o cenário é igualmente alarmante, Invasões a residências: Relatos indicam que grupos de marginais atuam com frequência, subtraindo bens dos moradores Policiamento insuficiente: A população sente falta de patrulhamento eficaz, afirmando que a resposta das autoridades não tem sido proporcional à audácia dos criminosos.
Apesar do tempo decorrido desde o início do mandato, o sentimento geral é de que os problemas estruturais do município permanecem sem soluções concretas. Os moradores apelam agora por uma intervenção direta e urgente da administração.
“Precisamos de menos promessas e mais trabalho visível. O Cazenga não pode parar no tempo”, desabafou um dos residentes durante a ronda efetuada pela TV Maiombe.
Até ao momento, a Administração Municipal do Cazenga não emitiu qualquer pronunciamento oficial em resposta às críticas levantadas pelos munícipes.



