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EDSON DE SOUSA ACUSA CNJ DE ISAÍAS KALUNGA DE PERSEGUIÇÃO DE MORTE

O presidente da associação Movimento Jovens ao Serviço da Nação (MOJESENA), Edson de Sousa, manifestou-se publicamente contra a permanência de Isaías Kalunga na liderança do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), alegando que o mandato de Kalunga já terminou.

O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) de Angola está no centro de uma polémica acesa. Em entrevista, Edson de Sousa, presidente da MOJESENA (Movimento Juvenil de Expressão Nacional), fez duras críticas à gestão do ex-presidente do CNJ, Isaías Kalunga, e revelou estar a ser perseguido por não compactuar com práticas internas da organização.

Edson de Sousa abordou o impasse em torno da saída de Isaías Kalunga da presidência do CNJ, classificando a recusa em deixar o cargo como um ato “erróneo”. Segundo o líder da MOJESENA, a permanência irregular de Kalunga prejudica não apenas a estrutura do CNJ, mas também o próprio partido no poder, o MPLA.

Sousa relatou que sua própria saída do CNJ foi voluntária, motivada por profundas discordâncias com a forma como a instituição era gerida.

“Não aceitei compactuar com determinadas coisas que aconteciam dentro do Conselho Nacional da Juventude, sobretudo a ‘ociosidade produtiva’ e a forma como se geria a coisa pública,” afirmou Edson.

Em um tom mais grave, o líder da MOJESENA revelou ter sido alvo de acusações de desvio de fundos. Estas alegações resultaram na abertura de um processo criminal por calúnia e difamação contra os seus detratores.

“A sociedade sabe quem na verdade são os bandidos e quem desvia os fundos públicos. Não sou eu”, declarou, sugerindo que a ânsia de permanência no cargo pode estar ligada a esses atos: “talvez é por este motivo que não querem deixar o cargo público.”

Edson de Sousa não poupou críticas ao comportamento de Kalunga como líder juvenil, acusando-o de estar a “dar massada aos mais velhos” e reforçando que o CNJ não é uma “reis privada” nem uma propriedade hereditária.

“O mérito do Conselho Nacional da Juventude não é do Isaías, é de todos nós que lá estivemos,” sublinhou.

A entrevista ganhou um contorno dramático quando Edson de Sousa revelou estar a ser perseguido e confessou temer pela própria vida.

“Aceitei dar essa entrevista porque estou a ser perseguido, e a qualquer momento vocês vão me ver morto,” revelou em tom grave.

Por fim, Edson de Sousa negou que Isaías Kalunga tenha qualquer proteção do MPLA ou do Presidente da República. Ele destacou que o chefe de Estado é um cidadão legalista e íntegro, que “jamais apoiaria a permanência irregular de Kalunga no CNJ.”

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