A empresária angolana Isabel dos Santos, ex-presidente do Conselho de Administração da Sonangol, foi absolvida de quatro dos 11 crimes que lhe eram imputados no âmbito do processo relacionado com a sua gestão da petrolífera estatal entre 2016 e 2017.
A decisão foi anunciada pelo Tribunal Supremo de Angola após a fase de instrução contraditória, requerida pela defesa da empresária. Esta etapa permitiu retirar parte das acusações, mas deixou Isabel dos Santos ainda sob suspeita de crimes graves como peculato, burla qualificada, abuso de poder, abuso de confiança, falsificação de documentos, participação económica em negócio, tráfico de influências, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada.
Segundo a nota oficial, todos os arguidos foram absolvidos do crime de associação criminosa, incluindo a sociedade PVC-Angola, também envolvida no processo. No entanto, o tribunal não especificou quais os crimes que permanecem ativos contra Isabel dos Santos, mantendo o mistério sobre a dimensão exata das acusações que ainda pesam sobre a empresária.
Atualmente a residir no Dubai, Isabel dos Santos tem reiterado publicamente a sua inocência, afirmando que o processo contra si tem motivações políticas e que se trata de uma perseguição judicial. Apesar disso, o caso continua a ser acompanhado de perto pela opinião pública angolana e internacional, dado o impacto da sua gestão na Sonangol e a relevância da família dos Santos na política e economia do país.
• O processo envolve ainda outros quatro arguidos: Mário Filipe, Paula Cristina Neves Oliveira, Sarju Chandulal e a empresa PVC-Angola.
• A decisão de retirar quatro acusações representa uma vitória parcial para a defesa, mas não elimina o risco de uma condenação pesada.
• O Tribunal Supremo deverá avançar para a fase seguinte do julgamento, onde serão analisadas as provas restantes.




