LUANDA – A Juventude de Renovação Social (JURS), braço juvenil do PRS, assinalou no passado dia 4 de abril o seu 35.º aniversário. O evento, realizado na capital angolana, foi marcado por um balanço histórico das ações sociais da organização e por um forte posicionamento político relativamente à transparência nas instituições do Estado.
Durante o ato central, o secretário provincial da JURS em Luanda, Paulino Vunda, projetou os próximos passos da organização. Vunda garantiu que a JURS pretende consolidar-se como uma força “cada vez mais atuante e perspicaz” na defesa dos direitos dos jovens.
Numa mensagem direcionada à juventude angolana, o dirigente destacou a resiliência como a ferramenta fundamental para enfrentar a atual crise socioeconómica que o país atravessa, incentivando os jovens a não desistirem dos seus objetivos perante as adversidades.
O papel humanitário da JURS foi um dos pontos altos das celebrações, recebendo elogios de Laurinda Eduardo, secretária provincial da UMERS em Luanda. A responsável destacou a eficácia da organização no “resgate” de jovens em situações críticas:
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Combate à vulnerabilidade: Programas de reinserção social.
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Prevenção: Afastamento de jovens do consumo de drogas e da criminalidade.
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Dignidade: Devolução do convívio social a milhares de cidadãos ao longo de três décadas.
No encerramento das intervenções, o secretário provincial do PRS em Luanda, Novaz Samuel, trouxe o debate para a esfera política e administrativa. Samuel criticou o que chamou de “amarras de um sistema neocolonialista” e focou o seu discurso na problemática do acesso ao trabalho.
“É imperativo que as instituições públicas garantam a transparência e a legalidade,” defendeu o político.
Samuel exigiu o fim das irregularidades nos concursos públicos, defendendo que o mérito individual deve ser o único critério de seleção, garantindo assim que a juventude tenha oportunidades iguais de ascensão no mercado de trabalho, independentemente de influências externas ou partidárias.



