O partido contesta a escolha da empresa espanhola pela quinta vez consecutiva e exige transparência nos critérios de seleção, alegando suspeitas de “fraude antecipada” no processo eleitoral de 2027.
O Partido Liberal deu entrada, no Tribunal Supremo, a uma providência cautelar visando suspender a eficácia do ato administrativo da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) que selecionou a empresa Indra (referida como Hindra) para a condução do processo eleitoral de 2027.
De acordo com o mandatário dos requerentes, Lino Lourenço, a decisão de manter a parceria com a multinacional vencedora pela quinta vez consecutiva gerou um profundo desconforto no seio do partido, especialmente considerando que o concurso contou com a participação de mais de 300 empresas.
A defesa do Partido Liberal sustenta que o mercado atual oferece alternativas viáveis que foram ignoradas. Lino Lourenço sublinha que, existem empresas nacionais com capacidade técnica equivalente à da Indra.A insistência na mesma entidade levanta dúvidas razoáveis sobre a imparcialidade da CNE.A falta de alternância pode configurar indí cios do que o partido classifica como “fraude antecipada”.
Lourenço acrescentou ainda “É necessário questionar por que razão, num universo de centenas de concorrentes, a escolha recai invariavelmente sobre a mesma entidade”, afirmou o mandatário à saída do tribunal.
Além da ofensiva jurídica, o Partido Liberal exige que a CNE abandone o silêncio e venha a público esclarecer os moldes da contratação. O apelo é direto: a publicação detalhada dos critérios de pontuação e validação que permitiram à Indra superar as centenas de concorrentes.
A ação visa paralisar o avanço do contrato e a prestação de serviços até que a integridade do concurso público seja escrutinada. Para o Partido Liberal, a lisura das eleições de 2027 depende da clarificação imediata destas suspeitas, garantindo que o processo comece com a confiança de todos os intervenientes políticos.



