Segunda-feira, Março 9, 2026
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Sindicato dos Professores ameaça Greve Geral contra “silêncio” do Ministério da Educação

Em conferência de imprensa, o secretário-geral do SINPTENU, Vitorino Matias, denunciou irregularidades no concurso público, violações à lei sindical e propôs um novo piso salarial de 400 mil kwanzas para a classe docente.

LUANDAO Sindicato Nacional de Professores e Trabalhadores do Ensino não Universidade (SINPTENU) anunciou que poderá decretar uma greve geral em todo o território nacional antes do término do segundo trimestre letivo. A decisão surge como resposta ao que a organização classifica como “falta de seriedade” e “silêncio ensurdecedor” do Ministério da Educação (MED) perante o caderno reivindicativo da classe.

O caderno reivindicativo, remetido em 9 de dezembro de 2025, apresenta propostas ambiciosas para a valorização dos profissionais de educação:

Salário Docente: O sindicato exige um salário inicial de 400 mil kwanzas, com um tecto máximo de 1 milhão de kwanzas para o primeiro grau do ensino primário e secundário.

Agentes de Educação: Para o pessoal não docente (diretores e agentes administrativos), a proposta varia entre 250 mil e 495 mil kwanzas.

Reestruturação de Graus: O SINPTENU defende a extinção dos graus 13º ao 11º, permitindo que técnicos médios ingressem diretamente no 10º grau. Reclamam também a extinção da categoria de “professores auxiliares”, citando casos de profissionais com mais de 30 anos de serviço estagnados nessa base.                

De acordo com Vitorino Matias, apontou falhas graves no atual concurso de ingresso e acesso, que termina no próximo dia 13:

Exclusão de Candidatos: Professores promovidos em 2021 estão a ser impedidos de concorrer por não completarem cinco anos, apesar de o instrutivo prever avaliações de 2021 a 2025.

Barreiras a Administrativos: Agentes de limpeza e segurança que concluíram formação em pedagogia estão a ser impedidos de transitar para a carreira docente.

Erros Burocráticos: O sindicato denuncia que candidatos estão a ser convocados para refazer processos devido a “números decimais” nas avaliações, num momento em que os prazos estão a expirar.

“Estamos diante de um governo que não tem solidez naquilo que diz e muito menos confiança naquilo que o Ministério da Educação vem dizendo”, afirmou Matias, criticando a falta de diálogo da nova ministra. O sindicato deverá convocar assembleias de trabalhadores já na próxima semana para deliberar sobre a paralisação. Segundo o líder sindical, o financiamento para as melhorias solicitadas existe e provém das vacaturas deixadas por aposentadorias, acusando o governo de falta de vontade política em resolver o problema.

Como medida de apoio social imediata, o SINPTENU anunciou ainda uma parceria com o Centro Óptico, oferecendo 15% de desconto em consultas de visão e audição para os seus filiados, visando combater problemas de saúde comuns na classe, como a miopia.

 

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