As Forças Armadas da Colômbia confirmaram nesta terça-feira (24) que 69 pessoas morreram e 57 ficaram feridas na queda de um avião militar Hércules C-130, ocorrida na segunda-feira (23), em Puerto Leguízamo, região amazônica próxima à fronteira com o Peru.
O avião, fabricado pela Lockheed Martin em 1983 e adquirido pela Colômbia em 2020, transportava 126 pessoas e caiu cerca de um quilômetro após a decolagem. Entre as vítimas fatais, 62 eram militares do Exército Nacional. O acidente também atingiu moradores que tentavam socorrer sobreviventes, feridos por explosões de munições transportadas na aeronave.
O presidente Gustavo Petro responsabilizou o ex-presidente Iván Duque pela aquisição da aeronave, classificando-a como “sucateada”. Em resposta, Duque chamou Petro de “mesquinho e pouco inteligente” e defendeu que a investigação considere fatores como o peso transportado e as condições da pista, ressaltando que o avião foi uma doação dos Estados Unidos.
O Ministério da Defesa descartou a hipótese de ataque de guerrilhas na região, conhecida por cultivos de coca. Já o governador de Putumayo, Jhon Molina, destacou que o aeroporto local apresenta dificuldades estruturais e necessita de investimentos.
O acesso ao local do acidente só é possível por avião ou barco, em um trajeto de cerca de cinco horas a partir de Puerto Asís. A ajuda de moradores foi fundamental para reduzir o número de vítimas, com imagens mostrando correntes humanas jogando água e motocicletas sendo usadas para transportar feridos.



