Os Funcionários denunciam salários baixos, condições insalubres de trabalho e o suposto desvio de contribuições da Segurança Social na unidade que fabrica fardamentos para o Ministério da Defesa.
A situação é agravada por suspeitas de má gestão de fundos. Segundo Ana Manuel, operadora de máquinas da unidade, os responsáveis pela administração têm desviado os fundos destinados à Segurança Social. Esta prática impede que os trabalhadores tenham acesso aos seus “direitos previdenciários”, deteriorando ainda mais a qualidade de vida da classe operária no complexo.
a manifestação deu voz a funcionárias tendo alguns com carreiras consolidadas, variando entre 10 e 19 anos de serviço. Além da questão salarial, o grupo reivindica melhorias urgentes no ambiente de trabalho. De acordo com os relatos, as más condições laborais ao longo de quase duas décadas resultaram em problemas de saúde crônicos para muitos dos envolvidos na produção têxtil.
“Eu já estou com desvio na coluna trouxe o exame médico eles não querem saber” afirmou.
O movimento ganhou respaldo externo com a intervenção de Francisco Teixeira, presidente do Movimento Social para a Mudança. O líder declarou publicamente que a organização irá juntar-se à causa dos trabalhadores, mantendo o apoio até que o Estado angolano apresente uma solução definitiva para o conflito.
Sem respostas satisfatórias por parte da administração directa do complexo, os trabalhadores elevaram o tom das reivindicações. O grupo agora apela à intervenção urgente do Presidente da República, na esperança de que o Executivo tome medidas concretas para travar as irregularidades e dignificar o trabalho de quem veste as forças de defesa do país.



