Segunda-feira, Março 23, 2026
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
InícioPOLÍTICAJoaquim Lutambi acusa MPLA de ser máquina de maldade

Joaquim Lutambi acusa MPLA de ser máquina de maldade

LUANDAO cenário político em Angola atinge um ponto de ebulição precoce. Em entrevista recente aos estúdios da TV Maiombe, o analista Lutambi lançou duras críticas à postura das forças democráticas, descrevendo uma oposição fragmentada e perigosamente refém de “discursos de ilusão”. A tese central é clara: enquanto o MPLA consolida o controlo absoluto sobre a máquina pública, os seus adversários parecem subestimar a magnitude do desafio que os espera em 2027.

Especialistas convergem num diagnóstico sombrio sobre a equidade do processo eleitoral. O MPLA é acusado de converter a administração pública — desde as forças policiais até ao setor da educação e recursos do Orçamento Geral do Estado (OGE) — numa extensão do seu braço político.

Em contraste, a oposição é criticada por um vício crónico: a preparação tardia.”A ideia de que um partido da oposição pode vencer sozinho o atual sistema é egocêntrica e desconectada da realidade”, afirmou Joaquim, uma das vozes críticas citadas no debate, sublinhando que a organização não pode começar apenas na véspera do pleito

Para os críticos, qualquer vantagem numérica que a oposição consiga nas urnas corre o risco de ser anulada por mecanismos estruturais. O foco reside no controlo da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e na manutenção de contratos polémicos com empresas como a INDRA.

Sem uma estratégia que desmonte o que chamam de “monopólio da fraude” — que inclui a manipulação informática e o peso das instituições armadas — a vitória eleitoral continuará a ser uma miragem, independentemente da vontade popular expressa no voto. A solução apontada para romper com a hegemonia de 50 anos do MPLA exige um “sacrifício” histórico: a abdicação dos símbolos partidários.

  • Frente Ampla: A união entre a UNITA, o Bloco Democrático e o projeto PRA-JA de Abel Chivukuvuku é vista como a única saída.

  • O Alerta: Caso os interesses partidários se sobreponham ao interesse nacional, Angola poderá ver a sua oposição sofrer o “fenómeno RENAMO” (Moçambique), perdendo relevância por incapacidade de adaptação e isolamento político.

Com os números críticos de abstenção registados em 2022 e o acesso desigual à imprensa pública, o desafio para 2027 não é apenas político, mas logístico e psicológico. O povo, segundo os corredores políticos, exige uma estratégia conjunta de fiscalização e mobilização que comece agora, e não no ano eleitoral.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -spot_img

Most Popular

Recent Comments