LUANDA-A Biblioteca 10padronizada instalada junto à pedonal da Robaldina, no município dos Mulenvos, foi alvo de uma acção da fiscalização municipal que gerou momentos de tensão e medo entre crianças e responsáveis do espaço. Segundo o director geral e coordenador da biblioteca, Francisco Mapanda, a intervenção aconteceu sem qualquer aviso prévio, num momento em que decorriam actividades lectivas com menores.
De acordo com o responsável, mais de dez fiscais, acompanhados por dois agentes da Polícia armados, invadiram o espaço exigindo imediatamente a apresentação da licença de funcionamento da biblioteca. A presença das autoridades, segundo Francisco Mapanda,(Dago Nível) criou um ambiente assustador para as crianças que participavam das aulas.
“Nós nunca tivemos esse tipo de incidente com a administração municipal de Viana. Essa arrogância da fiscalização dos Mulenvos deixa-nos entristecidos, porque estão a atrapalhar o nosso trabalho e o país assim não avança. Devemos ser entendidos como parceiros da administração municipal e não como inimigos”, afirmou.
Francisco Mapanda, lamentou ainda que a situação tenha terminado em fortes discussões entre os responsáveis da biblioteca e os agentes da fiscalização. Na sua opinião, a acção poderá estar relacionada ao acolhimento de zungueiras no espaço durante perseguições realizadas pelos fiscais municipais.
Segundo o Director denunciou também que, apesar de esta ter sido a primeira “invasão” ao local, a perseguição contra a biblioteca já ocorre há algum tempo. Segundo relatou, fiscais municipais têm frequentado o espaço com frequência, alegadamente fazendo ameaças de encerramento.
“Invasão é a primeira vez, mas a perseguição já acontece há bastante tempo. A fiscalização chega até a ficar sentada aqui, ameaçando fechar o espaço, mesmo sabendo que estamos a fazer o trabalho do Estado”, declarou.
No final da sua intervenção, Francisco Mapanda apelou ao administrador municipal dos Mulenvos, Euclides Joaquim Faria da Costa, para que trabalhe em defesa do desenvolvimento social e reconheça o papel comunitário desempenhado pela biblioteca.
“O país é de todos. Precisamos trabalhar juntos em prol do desenvolvimento e da educação das nossas crianças”, concluiu.



