LUANDA, CAZENGA -A falta de água potável há mais de uma década, o estado degradado das vias no Asa Branca e o aumento exponencial da criminalidade levam cidadãos a questionar a competência da gestão municipal. População sente-se “sozinha” e pede a substituição de dirigentes que não visitam as comunidades.
Os moradores do município do Cazenga manifestam um profundo descontentamento com a atual gestão de “Nádia Neto”. A principal queixa reside na distância entre a administração e o povo; alegam que a administradora não percorre as comunidades para verificar as reais dificuldades enfrentadas. “Parece que não existe administradora”, afirma um munícipe, reforçando que a falta de interação direta faz com que o povo se sinta sem chefia. O sentimento geral é de que, se não houver competência para resolver os problemas, deve haver substituição, pois “todos somos substituídos quando não fazemos algo bem para o povo”.
A situação da água é descrita como crítica e desigual. Enquanto algumas áreas possuem o recurso, zonas como Grafanil, BCA e arredores enfrentam secas prolongadas. Há relatos de casas onde a água não sai nas torneiras há mais de “11 ano.s
“compramos a água por 3 bidões 100kz”
A delinquência é outra mancha grave no quotidiano do município. Os moradores relatam que, a bandidagem não diminui.
A zona do Simão e as imediações atrás do SIAC são apontadas como áreas de alto risco, onde ocorrem roubos constantes e assassinatos. Numa única semana, foram registados mais de “10 assaltos” na mesma área. A população apela à instalação de uma esquadra policial mais próxima para conter a violência que impede até o trabalho dos vendedores.
A qualidade das obras públicas também é alvo de duras críticas. No Asa Branca, a estrada que liga à zona da “Vermelha” encontra-se em estado degradante Segundo os moradores o asfalto colocado recentemente não durou sequer um ano, estando já “todo desfeito”.
Os munícipes encerram o apelo reforçando a necessidade de uma governação de campo: “Queremos a visita da nossa administradora, que é a Nádia. Ela tem de chegar aqui para visitar as mães e organizar as ruas”.



