Quarta-feira, Agosto 19, 2026
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Oposição angolana une-se em Luanda e cria plataforma contra intolerância política após violência no Uíge

LuandaOs líderes de sete partidos políticos da oposição em Angola assinaram uma declaração conjunta após uma reunião de emergência realizada na sede do Grupo Parlamentar da UNITA. O encontro, que decorreu a 18 de agosto de 2026, foi motivado por atos de violência perpetrados por efetivos da Polícia Nacional contra militantes partidários e populações indefesas na província do Uíge.
A reunião de concertação juntou Adalberto Costa Júnior (UNITA), Manuel Fernandes (RENOVA Angola), Sikonda Alexandre (PNSA), Eduardo Garcia (PPA), João Nsumbo (PDP-ANA), Benedito Daniel (PRS) e Filomeno Vieira Lopes (Bloco Democrático). No documento divulgado, as forças políticas expressaram profunda preocupação com o ambiente político, económico e social do país a menos de 12 meses das próximas eleições gerais.
No primeiro ponto da declaração, as lideranças condenaram veementemente os incidentes no Uíge, alertando que estas ações minam o clima de paz e a reconciliação nacional. Os partidos instaram as autoridades competentes a avançar com a responsabilização civil e criminal dos autores dos ataques. Adicionalmente, exortaram o Executivo angolano e o partido no poder a cessarem a “instrumentalização das forças de defesa e segurança” para interesses de grupo.
Os órgãos de comunicação social públicos foram também alvo de duras críticas. A oposição denunciou formalmente a falta de isenção, de contraditório e de pluralidade na cobertura mediática, alegando um favorecimento sistemático ao partido que sustenta o Governo, o que consideram uma clara violação da Constituição da República de Angola e da Lei.
Diante do que classificam como um “ambiente pré-eleitoral marcado pelo autoritarismo e por leis restritivas das liberdades democráticas”, os sete líderes firmaram o compromisso de criar uma plataforma de trabalho contínuo. Sob o lema “um por todos, todos por um”, o bloco definiu a calendarização de encontros regulares e anunciou a fundação de um
O grupo deliberou ainda a criação de um mecanismo inclusivo — aberto à participação do partido no poder — voltado especificamente para a resolução de conflitos que possam surgir antes, durante e após o escrutínio geral. Para além disso, os subscritores manifestaram total solidariedade para com as vítimas e famílias afetadas pelas agressões no Uíge, apelando à convivência pacífica e prometendo adotar formas de luta legais que mobilizem a sociedade civil na salvaguarda dos direitos fundamentais dos cidadãos.

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