Terça-feira, Setembro 22, 2026
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Mulenvos: Trabalhadores da fábrica de chocolates Biagio denunciam graves violações laborais e “descontos fantasma”

MULENVOS-Os funcionários da Biagio, empresa angolana dedicada ao fabrico de chocolates e outros produtos alimentares, denunciam um cenário de graves violações dos direitos laborais no interior das suas duas unidades fabris, localizadas na zona dos Mulenvos (Retranca). As queixas apontam para uma gestão marcada por abusos administrativos e falta de proteção social, gerando indignação generalizada entre a força laboral.

Entre as irregularidades mais graves apresentadas pelo coletivo de trabalhadores está a ausência do pagamento e canalização das quotas para a Caixa de Segurança Social (INSS). Os operários relatam que, apesar de verem o imposto ser deduzido mensalmente nos seus recibos de salário, os valores não dão entrada no sistema do Estado, comprometendo o direito à reforma e a assistência em caso de doença ou invalidez.

A revolta dos funcionários intensifica-se devido à prática recorrente de descontos salariais sem qualquer justificação aparente. Os trabalhadores classificam a medida como arbitrária, uma vez que a direção da fábrica se recusa a fornecer esclarecimentos sobre as quebras inesperadas nos ordenados base no final de cada mês.

Para além da asfixia financeira provocada pelos “descontos fantasma”, os operários denunciam as seguintes falhas contratuais:

Ausência do Subsídio de Transporte: Numa zona periférica e de difícil acesso como a Retranca nos Mulenvos, a empresa recusa-se a subsidiar a deslocação dos trabalhadores, obrigando-os a arcar com os elevados custos de transporte diários.

O pessoal operário é frequentemente obrigado a estender os turnos para cumprir metas de produção de chocolates, mas a administração não efetua o pagamento concreto e regulamentar do trabalho extraordinário realizado.

Os protestos estendem-se de igual modo às duas fábricas do grupo na região. Os operários descrevem o ambiente interno como insustentável e acusam a administração da Biagio de se aproveitar da elevada taxa de desemprego na província de Luanda para impor condições de trabalho precárias e intimidar quem reclama.

Diante do bloqueio nas negociações internas, os trabalhadores lançaram um apelo urgente de intervenção dirigido à Inspeção Geral do Trabalho (IGT). A comunidade laboral exige a abertura imediata de uma auditoria minuciosa às contas e às práticas de recursos humanos da Biagio, visando a reposição dos subsídios em falta, a devolução dos valores descontados ilegalmente e a regularização urgente da sua situação junto da Segurança Social angolana.

A TVMaiombe, contactou a o RH da referia empresa na pessoa so sr. Izloy Augusto Mateus este negou as acusações .

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