LUANDA-O vice-presidente do Jango Cultural e membro do movimento cívico Mudei, Jeiel de Freitas, defendeu o surgimento de novos partidos políticos com matriz, identidade e agenda próprias, como forma de contribuir para a construção de uma Angola melhor, sobretudo para a juventude.
Em declarações à imprensa, durante a inauguração da primeira sede nacional do Partido Cidadania, que marcou igualmente a celebração do seu terceiro aniversário, o activista manifestou satisfação pela iniciativa da formação política em convidar representantes de diferentes sensibilidades partidárias para se juntarem às celebrações das suas primeiras conquistas.
Jeiel de Freitas enalteceu igualmente a figura do presidente do Cidadania, Júlio Bessa, destacando o seu longo percurso político e o conhecimento e a experiência acumulados sobre o Estado angolano.
O activista considerou uma honra integrar a lista de conselheiros do Cidadania, sublinhando que o exercício dessa função não exige necessariamente a condição de militante. Segundo explicou, os valores e contributos que cada cidadão pode acrescentar são suficientes para ocupar espaços de aconselhamento e diálogo, contribuindo para aproximar a sociedade civil dos partidos políticos históricos e das novas formações que vão surgindo no país.
Na sua intervenção, Jeiel de Freitas defendeu ainda que “ideias bonitas” não são suficientes para transformar a realidade. Para o activista, é necessário que as instituições contem com homens e mulheres fortes, competentes e capazes de materializar as ideias e propostas apresentadas no papel.
Neste sentido, destacou a experiência dos dirigentes do Cidadania, desde o cabeça de lista ao vice-presidente e outros responsáveis da formação política, considerando que esse conhecimento constitui uma mais-valia para o desenvolvimento do partido.
Questionado sobre as comparações entre o Cidadania e o MPLA, Jeiel de Freitas rejeitou a ideia de que o Cidadania seja um “apêndice” do partido no poder. Na sua perspectiva, a jovem formação política possui bases, princípios e ideias próprias, apesar do curto período decorrido desde a sua legalização.
Para o activista, a existência de diferentes forças políticas com identidades e agendas próprias é importante para o fortalecimento do debate público e para a construção de soluções capazes de responder aos desafios de Angola, particularmente às aspirações da juventude



