Luanda –A direção do Movimento Social para a Mudança (MSM) convocou uma conferência de imprensa com o objectivo de denunciar o que classifica como um plano coordenado de perseguição política e de tentativa de eliminação física dirigido ao seu presidente, Francisco Teixeira.
Segundo os porta-vozes da organização, as ações de boicote e intimidação têm sido consecutivas desde o lançamento oficial do movimento, ocorrido a 6 de março do corrente ano .
Os representantes da agremiação política apresentaram aos jornalistas uma cronologia detalhada de incidentes registados em várias províncias do país, nomeadamente em Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Bié e Malanje.
O roteiro de denúncias inclui o cancelamento arbitrário de eventos em espaços públicos e privados, o bloqueio de salas de conferência previamente reservadas, coação psicológica a organizadores locais e confrontos físicos durante deslocações de trabalho da comitiva nacional.
O ponto de maior gravidade partilhado com a comunicação social prende-se com a integridade física do líder do movimento. De acordo com o relatório apresentado, Francisco Teixeira deu entrada de emergência numa unidade hospitalar após manifestar sintomas abruptos de desfiguração facial e perda total de sensibilidade no lado direito do rosto .
A direção do MSM asseverou que os exames médicos subsequentes identificaram a presença de uma carga viral que, segundo a interpretação da organização, terá sido inoculada de forma deliberada e externa, sustentando formalmente a suspeita de uma tentativa de envenenamento . Juridicamente, as alegações de indução viral externa carecem de prova pericial científica, devendo ser tratadas no plano das suspeitas partidárias.
O MSM não hesitou em apontar responsabilidades políticas pelo atual clima de insegurança que afeta os seus quadros. A organização acusa diretamente as forças detentoras do poder governativo em Angola de tentarem inviabilizar a sua expansão territorial e de procurarem neutralizar a liderança do movimento, numa altura em que a estrutura finaliza os preparativos institucionais para participar nas próximas eleições gerais .
Apesar do teor alarmante das denúncias e do pedido de proteção internacional implícito para os seus militantes, os porta-vozes do Movimento Social para a Mudança trouxeram uma nota de tranquilidade quanto ao prognóstico clínico do seu líder. A direção informou que o estado de saúde de Francisco Teixeira evoluiu de forma satisfatória nas últimas horas e que o político se encontra estabilizado e em fase adiantada de recuperação.